quarta-feira, 6 de junho de 2012

E o que ainda não quero esquecer
era de quando nossos olhares curiosos,
disfarçavam o desejo, fazendo nossos rostos rubros.
Nossos copos vazios.
Eu sabia que você me observava.
Eu podia sentir, e ainda que minha atenção estivesse
presa em um bom livro ou em alguma viagem,
quando nada poderia me distrair, você me roubava os olhos.
E mesmo que, quem sabe, tudo tenha sido fruto do acaso,
daqueles dias que se acabam e nos fazem sentir quase como
figurantes, é dos cenários breves que mais me lembro.
Benditos foram todos os acasos! Toda a imprudência! 
E a única maldição que carrego é a de poder lembrar,
mas agora ver, teus olhos fugindo de roubar os meus.


  

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